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Vale justifica ao Ministério Público dificuldade em atestar segurança de barragens

Vale justifica ao Ministério Público dificuldade em atestar segurança de barragens

A mineradora Vale alegou ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) que está com dificuldades para renovar os laudos de avaliação de suas barragens. Em reunião entre a empresa e o órgão, realizada na segunda-feira passada (25), o MP rebateu a justificativa da Vale e manteve prazo para que a segurança das estruturas fosse avaliada.

Como segue sem um contrato para atestar os riscos das barragens, a mineradora já esvaziou todas as zonas de autossalvamento de 10 barragens. Elas estão na lista de estruturas que apresentavam fatores de segurança abaixo dos limites estabelecidos.

Reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, nesta quarta-feira (3), afirma que pelo menos seis empresas recusaram convites da mineradora para auditar oito barragens em estado de alerta em Minas.

No entanto, em contato com o Hoje em Dia, o Ministério Público informou que não tem dados sobre a quantidade de empresas procuradas pela Vale, tampouco as negativas recebidas pela mineradora. Porém, destacou que a promotoria que acompanha o caso rebateu a justificativa dada pela empresa.

Segundo o MP, foi reforçado à Vale que há um mercado amplo, com outras possibilidades além daquelas que a Vale tem buscado para realizar uma análise real (ou seja, se as barragens são ou não seguras). De acordo com o órgão, a empresa tem procurado um atestado de que estão seguras ao invés de investir em um documento que avalie a real condição dos equipamentos.

A Vale precisa encaminhar à Agência Nacional de Mineração (ANM) e à Secretaria de Meio Ambiente de Minas os projetos de descaracterização de cada uma das barragens. Esses planos são responsáveis por detalharem como ocorrerá o processamento dos rejeitos e a destinação para outros fins das áreas que ocupam.

O MP continua à espera das análises. Segundo a Vale, a contratação dos planos segue aberta. A empresa também não apresentou relatório dos três comitês de assessoramento técnico criados após a tragédia de Brumadinho.(Hoje em Dia)