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Telefone celular do marido de Flordelis foi usado horas após o crime

Telefone celular do marido de Flordelis foi usado horas após o crime

Telefone celular do marido de Flordelis foi usado horas após o crime

Mensagens foram enviadas na manhã de domingo, mesmo dia em que o pastor foi morto a tiros. Entretanto, aparelho continua desaparecido

Investigadores da Polícia Civil descobriram que o telefone celular do pastor Anderson do Carmo, marido da deputada federal Flordelis (PSD-RJ), foi usado horas depois da morte dele. Ao menos duas mensagens foram repassadas do aparelho. As informações são do G1.

Os textos foram enviadas às 9h e às 10h07 de domingo (16/06/2019), momentos posteriores ao assassinato de Anderson. Ele foi morto na madrugada do mesmo dia, ao chegar à casa, em Niterói, na região metropolitana do Rio de Janeiro.

O telefone celular, no entanto, segue desaparecido. Nessa terça-feira (25/06/2019), a viúva de Anderson fez um apelo para que devolvessem o aparelho. Segundo a parlamentar, muitas pessoas passaram pela residência. Diz ainda ter sentido falta de objetos do marido, como uma pulseira de ouro.

“Foi uma romaria dentro da minha casa, muita gente estranha. Não tenho como dizer quantas pessoas passaram por lá. Queria muito saber, esse celular é importante para mim”, disse.

Conteúdo das mensagens

Em uma das mensagens enviadas do celular do pastor Anderson, a pessoa se identifica como filho do marido de Flordelis. “Aqui é um dos filhos do Pr Anderson”, escreveu inicialmente. Em seguida, continuou: “Orem por nós. Infelizmente as notícias são verdades”.

Para a polícia, o autor queria informar sobre o assassinato do Anderson. Em outra mensagem, o responsável pelo envio marca o local onde aconteceu o crime, ou seja, na casa do casal.

Policiais afirmam já ter informações sobre quem usou o telefone após a morte de Anderson – no entanto, os investigadores decidiram não divulgar.

Importância do celular

A delegada Bárbara Lomba, que apura o caso, reforçou durante atendimento à imprensa na semana passada que, além do aparelho de Anderson, o telefone celular de Flávio dos Santos, um dos filhos do casal preso suspeito de envolvimento no crime, segue desaparecido.

“Certamente havia informações importantíssimas”, enfatizou a delegada a respeito de ambos os aparelhos. Bárbara ainda ressaltou que, a princípio, o celular de Flordelis não seria investigado.

Apuração

A participação de Flordelis na morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, não está descartada pelos investigadores. A Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo (DHNSGI) apura essa possibilidade, assim como tenta desvendar a motivação para o crime.

Um dos filhos da parlamentar afirmou aos policiais que a mãe e três irmãs podem estar envolvidas na morte do pai, assassinado a tiros. O rapaz, que não teve a identidade revelada, salientou que uma das suspeitas ofereceu R$ 10 mil ao irmão Lucas dos Santos para matar Anderson do Carmo.

“Não está esclarecida se a execução aconteceu daquela forma que foi narrada, se são só essas pessoas envolvidas. Então, muita coisa ainda está indefinida. São muitas motivações possíveis, pode ser mais de uma. E não está comprovada a relação extraconjugal”, destacou a delegada Lomba.

Crime

O pastor Anderson do Carmo, marido da cantora e deputada federal Flordelis (PSD-RJ), foi morto na madrugada do último dia 16, em Niterói, no Rio de Janeiro. Os dois são pais de 55 filhos, sendo quatro biológicos. Eles moravam na comunidade do Jacarezinho quando adotaram, de uma vez, 37 crianças — todas sobreviventes de uma chacina ocorrida na estação Central do Brasil.

Na segunda-feira (17/06/2019), a polícia prendeu dois filhos do casal, Lucas dos Santos e Flávio Rodrigues de Souza. Segundo informações da polícia, os assassinos doparam o cachorro da família para chegar ao imóvel.

Pastora evangélica e cantora gospel, Flordelis recebeu 196.959 votos no primeiro mandato, sendo a quinta mais votada no Rio de Janeiro, com 2,55% dos votos válidos no estado. Ela já havia sido candidata em 2004 ao cargo de vereadora em São Gonçalo (RJ), pelo então PMDB.(Metrópoles)

Reprodução/Facebook

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