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STJ libera nomeação de jornalista que disse que escravidão ‘foi benéfica para descendentes’

STJ libera nomeação de jornalista que disse que escravidão ‘foi benéfica para descendentes’

STJ libera nomeação de jornalista que disse que escravidão ‘foi benéfica para descendentes’

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu nesta quarta-feira (12) a liminar que impedia a nomeação do jornalista Sérgio Camargo para assumir a presidência da Fundação Palmares.

Na decisão, o presidente do STJ, João Otávio de Noronha, disse que a liminar emitida pela Justiça Federal do Ceará “a pretexto de fiscalizar a legalidade do ato administrativo, interferiu, de forma indevida, nos critérios eminentemente discricionários da nomeação, causando entraves ao exercício de atividade inerente ao Poder Executivo”.

Após a decisão, Camargo pode voltar ao cargo. As informações foram publicadas pelo portal G1.

No entanto, Sérgio Camargo foi nomeado pelo ex-secretário de Cultura Roberto Alvim, demitido do cargo em janeiro deste ano após fazer um discurso semelhante ao do ministro da Propaganda da Alemanha Nazista, Joseph Goebbels, antissemita radical e um dos principais nomes do regime nazista.

Agora a atriz Regina Duarte, atual secretária de Cultura, precisa decidir se deseja que Sérgio Camargo assuma de vez o posto.

Sérgio Camargo se definia em seu perfil do Facebook como “negro de direita, contrário ao vitimismo e ao politicamente correto”.

Ativo nas redes sociais, Camargo disse que o Brasil vive um “racismo nutella” e que a escravidão tinha sido benéfica aos descendentes.

“Negros do Brasil vivem melhor que os negros da África”, chegou a escrever.

Camargo também disse que o Dia da Consciência Negra deveria “ser abolido nacionalmente por decreto presidencial”. O motivo, segundo ele, é de que a data “causa incalculáveis perdas à economia do país, em nome de um falso herói dos negros (Zumbi dos Palmares, que escravizava negros) e de uma agenda política que alimenta o revanchismo histórico e doutrina o negro no vitimismo”.

Declarações do tipo fizeram com que, em dezembro do ano passado, o juiz Emanuel Guerra, da 18ª Vara Federal, suspendesse a nomeação de Sérgio Camargo afirmando que ela ‘contraria frontalmente os motivos determinantes para a criação’ da Fundação Palmares.

A Fundação Palmares foi criada em 1988 e tem como objetivo a “promoção e preservação dos valores históricos, sociais e econômicos decorrentes da influência negra na formação da sociedade brasileira”. (Sputinik news)

Foto:Renato Costa

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