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Registros iniciais das investigações da Lava Jato na Receita Federal foram apagados

Registros iniciais das investigações da Lava Jato na Receita Federal foram apagados

Registros iniciais das investigações da Lava Jato na Receita Federal foram apagados

A estatal foi contratada para guardar essas informações por 16 anos, mas manteve os registros por apenas 5

Documento da estatal Serpro (Serviço Federal de Processamento de Dados) revela que informações sobre os acessos a dados de contribuintes, por servidores da Receita Federal no início da Operação Lava Jato, não estão mais disponíveis. No entanto, a estatal foi contratada para guardar essas informações por 16 anos, e não apenas cinco, como ocorreu.

Tudo que a Lava Jato investigou no início da operação com relação a uso de cartão de crédito, movimentação financeira e operação imobiliária foi perdido. De acordo com apuração do jornal Folha de S.Paulo, a estatal afirmou que mantém por apenas cinco anos dados de ao menos sete sistemas de informação da Receita, como estes já citados. Em nota, a Receita afirmou que não poderia comentar a apuração especial “para garantir o sigilo do caso e seus envolvidos”. O documento consta de uma investigação sob segredo de Justiça.

Ainda, no dia 27 de agosto, a Receita chegou a consultar os responsáveis por seus sistemas eletrônicos sobre a possibilidade de apagar os rastros digitais deixados por investigadores do órgão ao analisar dados de contribuintes. Atualmente, o órgão também estuda a possibilidade de reduzir 16 para 8 anos o tempo mínimo de retenção de arquivos sobre as consultas, o que ainda difere do tempo de 5 anos que os dados da Lava Jato ficaram no sistema.

É por meio desses registros que é possível saber se houve consulta a dados fiscais sem motivação, o que é irregular. Esse debate vem ao encontro da mais recente reportagem da Vaza Jato divulgada pelo Intercept e pela Folha de S.Paulo, revelando grampos ilegais de conversas telefônicas do ex-presidente Lula, assim como o vazamento seletivo de uma delas.(Fórum)

Foto: Agência Brasil

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