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Queimada no Pantanal de MS já destruiu área equivalente à cidade do Rio de Janeiro

Queimada no Pantanal de MS já destruiu área equivalente à cidade do Rio de Janeiro

Queimada no Pantanal de MS já destruiu área equivalente à cidade do Rio de Janeiro

Fogo acabou com alagados, matou animais, danificou pontes e queimou cabos de fibra óptica. Fumaça em locais isolados é vista de longe.

A dimensão do incêndio desta vez é bem maior. O governo do estado resumiu como de “proporções nunca registradas” e “cenário de devastação”. A faixa de fogo vai da BR-262, que leva até a cidade de Corumbá, até pontos de difícil acesso no meio da mata.

Quem passava pela rodovia se via cercado. De um lado fogo, no outro vegetação queimada e à frente e atrás, cortina de fumaça. A Polícia Rodoviária Federal (PRF) não interditou a rodovia, porém, pediu que se evitasse passar por lá à noite. Na BR, o cenário é flora cinza.

Mata à dentro, animais mortos queimados. Entre eles, jacarés. Outros tentam fugir dos focos de calor e das chamas. Somente em uma estrada, em um trecho de 12 quilômetros, quatro pontes foram queimadas e os bombeiros precisaram abrir um desvio para tráfego de moradores da região.

Além de moradores, a região concentra pousadas e ainda uma base de pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O fogo chegou bem perto da base de estudos. Funcionários passaram o domingo jogando água na vegetação para encharcar o solo.

Alagados secaram com o calor do incêndio. Em um deles, onde havia também plantas aquáticas, só ficaram cinzas e peixes ainda se debatendo na lama que sobrou.

O fogo também destruiu cabos de fibra óptica e ‘isolou’ Corumbá por alguns dias. A internet na cidade tem oscilado diariamente e quando os incêndios começaram houve falta de energia. As chamas também chegaram bem perto de onde estão sendo instaladas torres de comunicação do Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), do Ministério da Defesa.

Combate

O combate à queimada é feito por brigadistas e bombeiros, com apoio de três aviões que já lançaram mais de 200 mil litros de água. Um deles, o do Mato Grosso, já completou 30 horas de voo e foi para Cuiabá fazer manutenção preventiva.

Há trechos em que as aeronaves passam por cortina de fuma para despejar água em pontos de difícil acesso. Máquinas abrem estradas para levar caminhões com água até os combatentes.

Para ajudar no combate, a Defesa Civil pediu a volta dos bombeiros do Distrito Federal, uns 30 devem chegar essa semana. Um grupo já havia estado no Pantanal durante o incêndio do mês de setembro.

As condições climáticas: umidade relativa do ar baixa, ventos fortes e temperaturas altas dificultam o trabalho. O vento espalha o fogo rapidamente e as labaredas se intensificam por causa do tempo seco.

Os bombeiros de Mato Grosso do Sul devem receber novos kits de combate a incêndios doados pela WWF.

Em setembro, diversos municípios decretaram emergência por conta das queimadas. No fim do mês, choveu na região e os focos de incêndio acabaram. Os bombeiros desmobilizaram as equipes e os de outros estados encerraram o trabalho no Pantanal.

Com informações do G1

Foto: Cláudia Gaigher/TV Morena

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