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Líderes cobram resposta do governo para resultados fracos na economia

Líderes cobram resposta do governo para resultados fracos na economia

Líderes cobram resposta do governo para resultados fracos na economia

Na semana em que foi divulgado o resultado fraco do PIB de 2019 e em que a moeda americana assumiu a maior cotação nominal da história, líderes da Câmara voltaram a cobrar manifestação do governo sobre as reformas tributária e administrativa e reclamaram da lentidão do Executivo em apresentar propostas de iniciativa própria.

Para o líder do PSDB, Carlos Sampaio (SP), o resultado do PIB de 2019, o menor dos últimos três anos, reforça a necessidade de acelerar a discussão das reformas estruturantes. “É fundamental que o governo envie a proposta de reestruturação da máquina administrativa ao Congresso, o que agora está previsto para a semana que vem, e também aponte suas sugestões para a reforma tributária”, disse.

O deputado Marcelo Ramos (PL-AM), que presidiu a comissão especial da reforma da Previdência, entende que a confusão com o Parlamento dificulta a tramitação das reformas. “Hoje o presidente Bolsonaro é o maior sabotador das reformas econômicas que o ministro Paulo Guedes pretende realizar”, disse Ramos. Segundo ele, o populismo do presidente não permite que os textos sejam fechados e encaminhados à Câmara.

“A sorte desse governo é que tem um presidente da Câmara comprometido com as reformas que o país precisa e muitas vezes a Câmara tem assumido o protagonismo disso”, avalia Ramos.

Em que pese esse protagonismo, o líder do Cidadania, Arnaldo Jardim (SP), acredita que o Congresso não prescinde política nem constitucionalmente de iniciativas do governo. “Acho que a equipe econômica tem sido morosa no encaminhamento das propostas e ineficaz com relação ao cardápio de iniciativas para promover o crescimento econômico”, afirmou Jardim ao lamentar a demora do governo.

Segundo o vice-líder do Podemos, José Nelto (GO), o governo não apresenta suas propostas e fica tentando jogar a culpa pelo fraco desempenho econômico no Congresso, o que piora o relacionamento entre os dois Poderes. “A nação e o empresariado já perderam a paciência com o ministro Paulo Guedes. O Brasil está paralisado”, disse Nelto, que criticou a falta de diálogo do governo com parlamentares e governadores. Ele adiantou, ainda, que vai apresentar requerimento de convocação do ministro Guedes assim que as comissões permanentes forem instaladas.

Em linha apaziguadora, o líder do Novo, deputado Paulo Ganime (RJ), disse que é preciso acalmar os ânimos neste momento. “Menos polêmica e mais trabalho para que a gente consiga um ambiente político favorável à apresentação das reformas”, defendeu. “Talvez a volta da economia demore mais do que a gente esperava, mas quando ela voltar vai ser algo perene e de longo prazo”, disse.

Administrativa e tributária

O líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes (MDB-TO), confirmou ao Congresso em Foco a intenção de entregar reforma administrativa na próxima semana, mas preferiu se assegurar de imprevistos e não cravar uma data.

No caso da reforma tributária, foi instalada na quarta (5) a comissão especial mista de análise do tema, composta por 25 senadores e igual número de deputados. O governo deverá apresentar suas contribuições por meio de sugestões à proposta do deputado Baleia Rossi (MDB-SP).

Em vídeo divulgado nas redes sociais do Ministério da Economia nessa quinta, o ministro Paulo Guedes disse que estão sendo feitas importantes reformas para melhorar a condição de vida do trabalhador brasileiro, recuperar o crescimento econômico e gerar emprego e renda.

Guedes defendeu o pacto federativo, as reformas administrativa e tributária e o programa de desestatizações, se dizendo otimista com as perspectivas para o país.(Congresso em Foco)

Foto: Agência Brasil

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