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Justiça quebra sigilos de mais 8 em investigação de corrupção no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj

Justiça quebra sigilos de mais 8 em investigação de corrupção no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj

Justiça quebra sigilos de mais 8 em investigação de corrupção no gabinete de Flávio Bolsonaro na Alerj

Ao todo, 86 pessoas e 9 empresas estão sendo investigados no processo aberto a partir da descoberta pelo Coaf de movimentação atípica de R$ 1,2 milhão do ex-assessor de Flávio na Alerj, Fabrício Queiroz

A Justiça autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de mais oito pessoas apontadas pelo MP (Ministério Público) como ex-funcionários do então deputado estadual e hoje senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

Ao todo, 86 pessoas e 9 empresas estão sendo investigados no processo aberto a partir da descoberta pelo Coaf de movimentação atípica de R$ 1,2 milhão do ex-assessor de Flávio na Alerj, Fabrício Queiroz, que corre em segredo de Justiça.

Fazem parte da lista de novos investigados ocupantes de cargos comissionados nomeados no gabinete, comissões e outros órgãos da Casa vinculadas ao então deputado estadual. Os nomes são mantidos sob sigilo.

Flávio é investigado sob suspeita de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa entre 2007 e 2018, quando exercia o mandato no Rio. Queiroz já admitiu que recebia parte dos valores dos salários dos colegas de gabinete. Ele diz que usava esse dinheiro para remunerar assessores informais de Flávio, sem o conhecimento do então deputado. A promotoria, contudo, desconfia da versão. Diz haver indícios de prática de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa no gabinete de Flávio.

Entre as empresas que já tinham a quebra de sigilo aceita pela Justiça está a MCA Exportação e Participações. A empresa adquiriu de Flávio Bolsonaro 12 salas comerciais em construção 45 dias depois do senador adquirido sete desses imóveis. Na operação, o filho do presidente Jair Bolsonaro lucrou R$ 504 mil, segundo o MP.

A MCA tem como um de seus sócios a Listel, empresa com sede no Panamá. O país é considerado um paraíso fiscal, e para a promotoria, as condições das transações e o envolvimento de uma firma sediado num paraíso fiscal dão indícios da prática de lavagem de dinheiro.(Fórum)

Foto/Reprodução

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