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Indicado para o TCU, Jorge Oliveira tentou barrar liberação de leitos em hospitais militares para civis com Covid-19

Indicado para o TCU, Jorge Oliveira tentou barrar liberação de leitos em hospitais militares para civis com Covid-19

Indicado para o TCU, Jorge Oliveira tentou barrar liberação de leitos em hospitais militares para civis com Covid-19

Ministro disse que proposta comprometia a “segurança militar”. Segundo levantamento, há unidades com até 85% de vagas ociosas
O ministro Jorge Oliveira, indicado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Tribunal de Contas da União (TCU), tentou barrar uma proposta que destinaria pelo menos 50% de leitos vazios em hospitais militares para civis com Covid-19.
Segundo informações da Folha de S.Paulo, Oliveira enxergou “comprometimento da segurança militar” na proposta. O Ministério da Defesa, Exército, Aeronáutica e Marinha são atualmente investigados pelo TCU por não ofertarem a civis leitos vazios de unidades militares de saúde em meio ao pior momento da pandemia no Brasil.
“As unidades de saúde atendem não só os militares, mas seus familiares. Eles contribuem para um fundo de saúde. Determinar que as unidades disponibilizem 50% de sua capacidade ociosa pode trazer transtornos de várias ordens”, afirmou Oliveira durante votação sobre o tema no TCU.
“Não se trata de privilégio. O militar não é pior ou melhor do que ninguém, apenas desenvolve uma atividade diferenciada”, completou.
Em 2020, o Ministério da Defesa recebeu R$ 3,3 bilhões para operar seu sistema hospitalar. Segundo levantamento da Folha de S.Paulo, há unidades com até 85% de vagas ociosas. As principais disponibilidades são de leitos clínicos.
Filho de Jorge Francisco, que assessorou Bolsonaro por mais de 20 anos na Câmara Federal, Jorge Oliveira é amigo de infância dos filhos do presidente, principalmente de Carlos Bolsonaro, e fez campanha política para eles. Jorge Oliveira chegou a ser cotado para ocupar uma das vagas que Bolsonaro indicará no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o desgaste em nomear o ministro para o governo teria feito o presidente mudar de ideia.(Fórum)
Jair Bolsonaro e Jorge Oliveira (Reprodução)

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