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General Peternelli e Clube Militar desaprovam ato convocado para o dia 31

General Peternelli e Clube Militar desaprovam ato convocado para o dia 31

General Peternelli e Clube Militar desaprovam ato convocado para o dia 31

Não bastasse a crise sanitária imposta pela pandemia de covid-19 e a resistência do presidente Jair Bolsonaro em reconhecê-la, as pessoas em posição de mando em Brasília foram surpreendidas nesta terça-feira (17) por outra bomba: a agitação das redes bolsonaristas na internet em favor de uma nova manifestação, desta vez no dia 31 de março, data oficial de aniversário do movimento militar de 1964 (deflagrado na verdade em 1º de abril).

Incentivado novamente por Jair Bolsonaro, o ato está sendo visto por muitos parlamentares como uma tentativa do presidente, ora em nítido processo de enfraquecimento, de acumular forças para dar um golpe institucional. Conforme o Congresso em Foco apurou, porém, a iniciativa não tem o apoio das Forças Armadas.

Coordenador das candidaturas de membros das Forças Armadas a cargos políticos em 2018, ano em que também se elegeu deputado federal em São Paulo pelo PSL, o General Peternelli foi claro ao ser entrevistado sobre o assunto pelo Congresso em Foco. “O momento agora não é para isso”, disse, invocando tanto razões políticas quanto sanitárias.

“Temos de acreditar é no governo, e o governo está representado nesse caso pelo ministro da Saúde. Não li sobre essa manifestação, mas acredito que não está de acordo com o que o Ministério da Saúde orienta, afirmou. Inconformado com a elogiada condução da crise pelo ministro da Saúde, Bolsonaro tem procurado esvaziar as atribuições de Luiz Henrique Mandetta.

Segundo o deputado, a hora é de união e de se discutir a pauta que realmente interessa aos brasileiros. “Quando se tem determinado cartaz desse tipo [pelo fechamento do Congresso], tem de ter respaldo legal e o mínimo de contexto lógico. Isso não ocorre. Já me manifestei contra esse tipo de manifestação ‘fora Maia’, ‘fora Alcolumbre’ e até ‘fora Bolsonaro’. Nosso foco agora tem de ser no combate ao coronavírus, na reforma tributária, na reforma administrativa, nas reformas estruturantes de que o país precisa”, reforçou o general da reserva.(Congresso em Foco)

Michel Jesus/Ag. Câmara

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