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Doleiro diz que Dilma e Lula sabiam de corrupção na Petrobras

Doleiro diz que Dilma e Lula sabiam de corrupção na Petrobras

A edição da revista Veja, que chega às bancas hoje, traz mais revelações sobre as investigações em Curitiba da Operação Lava a Jato, que apura os casos de corrupção na Petrobras. Em depoimento prestado na terça-feira, o doleiro Alberto Youssef disse à Polícia Federal que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a presidente Dilma Rousseff (PT) sabiam do suposto esquema de corrupção na estatal. Segundo a revista, ao ser perguntado sobre o nível de comprometimento de autoridades no esquema de corrupção na Petrobras, o doleiro foi taxativo:

 

“O Planalto sabia de tudo.” “Mas quem no Planalto?”, perguntou o delegado. “Lula e Dilma”, respondeu o doleiro.

 

De acordo com o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, políticos do PT, PMDB e PP recebiam propina de construtoras em contratos superfaturados. Até o fechamento desta edição, a campanha petista não havia se pronunciado sobre o assunto.

A divulgação nessa quinta-feira do trecho do depoimento do doleiro movimentou as redes sociais. O presidente do PPS, Roberto Freire, postou, no Twitter, que Youssef “confirma o que todo brasileiro sabia ou desconfiava”. Já o deputado Rubens Bueno (PR), líder do PPS, afirma que tinha conhecimento da extensão da corrupção. “Na verdade, eu sempre disse que tinha uma quadrilha instalada. A gente tinha de chegar ao chefe da quadrilha. Não tenho dúvida de que vai ter impacto nas eleições e no mundo jurídico e político. Se aconteceu, cabe uma série de providências junto a tribunais do país. Temos que analisar com calma e equilíbrio, porque ninguém pode manter um aparelho de estado desse tamanho, impunemente”, disse Bueno.

O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), disse que é “impensável para qualquer brasileiro imaginar que a presidente Dilma não soubesse de nada do que estava acontecendo na Petrobras como ela vinha afirmando”. “É uma denúncia gravíssima e que abala as estruturas da República”, completou.

 

Fonte: Estado de São Paulo

 

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