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Doenças da próstata crescem em homens com menos de 50 anos

Doenças da próstata crescem em homens com menos de 50 anos

Doenças da próstata crescem em homens com menos de 50 anos

Novembro é o mês de conscientização sobre a saúde do homem. Câncer de próstata e disfunção erétil são duas doenças, com incidência considerável, que devem ser observadas pela população masculina. O Jornal da USP no Ar conversou com o doutor Miguel Srougi, professor titular da Clínica de Urologia do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina (FM) da USP, sobre o assunto.

Cerca de 90% dos homens têm crescimento benigno da próstata, prejudicando a saída da urina e, por consequência, a qualidade de vida desses indivíduos, conta Srougi. O médico esclarece que houve um aumento na incidência das doenças da próstata. O câncer, por exemplo, atinge um em cada nove homens. Quando diagnosticado ainda na próstata, isto é, na fase inicial, esse tipo de tumor tem alto índice de cura. Por outro lado, se o tumor “pula para fora da próstata”, o paciente terá, em média, nove anos de vida a menos, explica o professor.

O câncer de próstata é uma doença que atinge principalmente homens com mais de 60 anos de idade. No entanto, está ocorrendo um aumento da doença em indivíduos jovens, com menos de 50 anos. Por conta disso, Srougi chama a atenção para os exames de prevenção, que devem ser realizados aos 45 anos. O médico também explica que, nos últimos 20 anos, houve grande avanço no tratamento do câncer de próstata, diminuindo possibilidade de sequelas.

Outra questão da saúde masculina é a disfunção erétil. Segundo Srougi, depois da criação de medicamentos como o viagra, a questão da disfunção erétil começou a ser discutida e avançou. Antes, os homens com disfunção escondiam o problema e agora estão mais inclinados a procurarem ajuda médica. Srougi conta que 70% dos pacientes melhoram com medicamentos. Para os outros 30%, “há soluções bem razoáveis”, pondera o médico, “como a prótese peniana, um processo que, à primeira vista, pode parecer esquisito, colocar uma haste de silicone dentro do pênis. Mas as próteses funcionam extremamente bem. Não fica marca ou cicatriz”.(Jornal da USP)

Foto/Reprodução

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