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DIREITOS DESUMANOS

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DIREITOS DESUMANOS

Já não me orgulho de ter pintado a cara, e ido para as ruas clamar por eleições diretas.

Começo a acreditar que fiz parte de um plano sórdido, como o da campanha da proclamação da independência do Brasil, ou o da campanha da proclamação da república, ou o da campanha da tomada do poder em 31 de março/1º. de abril de 1964 pelas sócio-autocracias da época, em que se usou sempre o povo como escudo para atingirem-se objetivos os mais escusos, de despotismo e tirania. Ah! Os militares? Meros instrumentos. Apenas “soldados armados, amados ou não, quase todos perdidos” sem direção, sem objetivo, sem opinião. Acho que não queria mesmo era prever que a administração “chamada” popular transformaria o país nessa desordem, nesse caos que estamos vivendo. Leis mal interpretadas e vagas, que imprimem tantos direitos a tantos, sem a mínima discussão de que, para poder adquiri-los, têm-se deveres a cumprir; sem a menor noção de que eu não sou o único que gozo de direitos, que outros existem e que também têm direitos, e que esses direitos, os do outro, precisam ser respeitados.

Começo a crer que fiz muito mal com minhas ações.

Diante de tantos “direitos” promulgados, onde é que ficam os nossos direitos básicos, que deveriam ser garantidos pela Constituição?

Artigo III: Toda pessoa tem direito à vida, à liberdade e à segurança pessoal.

Artigo  VII: Todos são iguais perante a lei e têm direito, sem qualquer distinção, a igual proteção da lei. […]

Artigo VIII: Toda pessoa tem direito a receber dos tributos nacionais competentes remédio efetivo para os atos que violem  os direitos fundamentais que lhe sejam reconhecidos pela constituição ou pela lei (grifos meus).

Sim, é isso que diz a Constituição Federal de 1988. Assim também como o diz a Declaração Universal dos Direitos Humanos. Ainda outro dia, numa tentativa frustrada de assalto, um bandido foi atingido por um capitão da Polícia Militar do Estado de São Paulo, acontecimento de grande repercussão na imprensa, com direito a classificação de “violência gratuita” pela Secretária Nacional dos Direitos Humanos, em artigo posteriormente classificado como fake. O capitão foi punido em vez de ser aclamado como herói, e teve sua imagem grandemente prejudicada. A secretária jurou processar a mídia.

Nesse início de semana, noticiava-se a morte de um policial, arrastado por bandidos para a praça central da cidade alagoana de Porto de Pedras, após assalto frustrado ao caixa eletrônico de uma agência do Bradesco. Como não havia dinheiro no caixa eletrônico, os bandidos entraram no posto policial para roubarem as armas, coletes à prova de bala e computadores. Não satisfeitos, arrastaram o policial, único de plantão, para a praça da cidade, e o fuzilaram, crivando-o, covardemente, de balas.

Seja em perfil fake, seja em manifestação real de sua indignação ou comoção, ou prometendo prestar todo o apoio à família da vítima, não se teve notícia de dona Maria do Rosário. Nem de ninguém dos chamados “Direitos Humanos”.

2 comentários

  1. Avatar
    11 dezembro, 2013

    Primeiramente gostaria de parabenizar os responsáveis pelo artigo, segundo cooperar no sentido de melhor informar, onde se diz artigo II, VII e VIII, leia-se Incisos, todos do artigo 5º da CF.

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    • Avatar
      24 dezembro, 2013

      agradeço a gentileza, mas o local de onde copiei os AGORA INCISOS, estava assim escrito. peço desculpas pelo equívoco, deveria realmente ter me preocupado em buscar a informação correta.
      obrigado.

      Responder

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