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Comitê do MS diz que país pode demorar até dois anos para controlar pandemia

Comitê do MS diz que país pode demorar até dois anos para controlar pandemia

Comitê do MS diz que país pode demorar até dois anos para controlar pandemia

O ministro interino Eduardo Pazuello foi alertado pelo comitê técnico do Ministério da Saúde para o enfrentamento à pandemia de que o isolamento social era a estratégia que permitiria o melhor controle da crise sanitária e a retomada mais acelerada da atividade econômica.

No estudo, o comitê demonstra que caso as medidas não sejam tomadas o país poderá levar até dois anos para controlar totalmente a pandemia. Mesmo com essa recomendação o ministro orientou o afrouxamento das medidas de isolamento social. As informações são do jornal O estado de São Paulo.

A reabertura das atividades não essenciais ocorreu em um momento em que o país já estava com mais de 1 milhão de infectados pela covid-19.

O aviso do comitê ocorreu no fim do mês de maio. Três semanas depois o Ministério da Saúde publicou uma portaria recomendando o retorno das atividades e enfatizado os benefícios da retomada da rotina. O texto reforçou que caberia às autoridades locais decidir sobre adotar ou não as novas recomendações.

Segundo o jornal, a equipe do ministério alertou que todos os estudos apontavam o distanciamento social como uma medida “favorável” até mesmo para a retomada da economia.

O comitê afirmou que sem o distanciamento as UTIs serão esgotadas e os picos aumentarão “descontroladamente” o que “geraria um desgaste maior ou igual ao isolamento social na economia”. Com o crescimento descontrolado do pico, a população, sentindo-se insegura, iria se recolher mesmo com as atividades em funcionamento.

O documento também orientava a criação de uma aplicativo de rastreio para identificar pacientes da covid-19 e até dez pessoas que tiveram contato com este paciente. Essa medida foi adotada no Reino Unido, porém no Brasil não chegou a ser colocada em prática.

Hoje, um mês após a reabertura, o Brasil registra 2.287.475 casos de coronavírus desde o início da pandemia e acumula 84.082 mortes.

A questão do isolamento social foi um dos pontos de conflito entre o presidente Jair Bolsonaro com os dois ministros da Saúde anteriores. Em 16 de abril o Luiz Henrique Mandetta (DEM) foi demitido e um mês depois o seu substituto, o ministro Nelson Teich, pediu demissão. Com a saída de Teich, o ministro Pazuello assumiu a pasta interinamente. Sob a sua gestão, técnicos do ministério deixaram de afirmar a importância do isolamento social.(Congresso em Foco)

Foto: José Dias/PR

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