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BOLSONARO DIZ QUE O QUE MORO FEZ ‘NÃO TEM PREÇO’

BOLSONARO DIZ QUE O QUE MORO FEZ ‘NÃO TEM PREÇO’

BOLSONARO DIZ QUE O QUE MORO FEZ ‘NÃO TEM PREÇO’

O presidente Jair Bolsonaro (PSL) minimizou nesta quinta-feira (13) os efeitos do vazamento de mensagens do ministro Sergio Moro (Justiça) em que o ex-juiz federal tenta interferir no trabalho de procuradores no âmbito da Operação Lava Jato.

“O que ele [Moro] fez não tem preço. Ele realmente botou para fora, mostrou as vísceras do poder, a promiscuidade do poder no tocante à corrupção”, disse o chefe do planalto após evento no Palácio do Planalto.

Uma das reportagens do Intecept apontou que Moro “sugeriu trocar a ordem de fases da Lava Jato, cobrou novas operações, deu conselhos e pistas e antecipou ao menos uma decisão, mostram conversas privadas ao longo de dois anos”. No diálogo com Dalagnol pelo aplicativo Telegram ele escreve: “Talvez fosse o caso de inverter a ordem da duas planejadas”. “Não é muito tempo sem operação?”, questionou.

De acordo com Bolsonaro, Moro “faz parte da história do Brasil” e o processo do triplex em Guarujá (SP) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não foi forjado. Mas, conforme outra matéria do Intercept, Dallagnol duvidava da existência de provas contra Lula, acusado de ter recebido um apartamento da OAS como propina.

“No dia 9 de setembro de 2016, precisamente às 21h36 daquela sexta-feira, Deltan Dallagnol enviou uma mensagem a um grupo batizado de Incendiários ROJ, formado pelos procuradores que trabalhavam no caso. Ele digitou: ‘Falarão que estamos acusando com base em notícia de jornal e indícios frágeis… então é um item que é bom que esteja bem amarrado. Fora esse item, até agora tenho receio da ligação entre petrobras e o enriquecimento, e depois que me falaram to com receio da história do apto… São pontos em que temos que ter as respostas ajustadas e na ponta da língua'”, diz o site.

O presidente também questionou a veracidade da troca de mensagens publicada pelo site The Intercept Brasil no último domingo (9) e disse que, se suas conversas privadas vieram a público, ele também será criticado.

“Se vazar o meu [celular] aqui, tem muita brincadeira que eu faço com colegas ali que vão me chamar de novo de tudo aquilo que me chamavam durante a campanha. Houve uma quebra criminosa, uma invasão criminosa, se é que […] está sendo vazado é verdadeiro ou não.”(247)

Foto: EVARISTO SA / AFP

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