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Banqueiros criticam destruição ambiental de Salles e Bolsonaro

Banqueiros criticam destruição ambiental de Salles e Bolsonaro

Banqueiros criticam destruição ambiental de Salles e Bolsonaro

Banqueiros reverberaram críticas de instituições estrangeiras que ameaçam “desinvestir” no Brasil, caso não sejam tomadas ações pela preservação da Amazônia

Banqueiros manifestaram preocupação com a gestão ambiental do governo de Jair Bolsonaro. Em debate virtual no Ciab – feira de tecnologia bancária promovida pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) – nesta terça-feira (23), eles classificaram a situação como “frágil” e “perigosa”. É uma reação às críticas de instituições financeiras internacionais ao ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles.

Para o o presidente do Itaú Unibanco, Candido Bracher, o principal “perigo” que ameaça o Brasil, atualmente, é o ambiental. Ele alertou, portanto, para o crescimento dos incêndios na Amazônia. “Estamos vendo neste início de ano incêndios 60% maiores do que foram no ano passado e nós precisamos enquanto sociedade nos mover contra isso”, afirmou.

Já o presidente do Bradesco, Octavio de Lazari, disse que os impactos ambientais na economia foram “subestimados” até o momento. Em resumo, para ele, a pandemia de coronavírus é um alerta para a necessidade de preservação ambiental. “Parece que o Planeta deu um grito e falou: vocês têm a chance de recuperarem o que estão fazendo”, disse.

Investidores estrangeiros

No mesmo dia, representantes de 29 instituições financeiras de países como Estados Unidos, Reino Unido, Noruega e Japão enviaram carta ao governo brasileiro com críticas à gestão ambiental. Em outras palavras, eles afirmam que consideram “desinvestir” no Brasil, em função da degradação ambiental e dos ataques aos direitos humanos.

Na última sexta-feira (19), outras sete grandes instituições financeiras da Europa também afirmaram à agência Reuters que também desinvestirão em produtores de carne, operadoras de grãos e até em títulos do governo do Brasil, caso o governo não avance rumo a uma solução para a destruição crescente da Floresta Amazônica.(RBA)

Foto: Victor Moriyama / Greenpeace

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