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Aras resgata acordo de delação com Tacla Duran sobre amigo de Moro

Aras resgata acordo de delação com Tacla Duran sobre amigo de Moro

Aras resgata acordo de delação com Tacla Duran sobre amigo de Moro

Negociação atinge o advogado Carlos Zucolotto em relação a recebimentos de propina em acordo com a Lava Jato em 2016

O procurador-geral da República, Augusto Aras, retomou a negociação de um acordo de delação premiada com o advogado Rodrigo Tacla Duran, que atinge o advogado Carlos Zucolotto, amigo do ex-ministro da Justiça Sergio Moro. A informação é do jornal O Globo.

Duran afirmou ter pagado propina ao advogado para obter vantagens em seu acordo de delação premiada com a Lava Jato em 2016. Zucolotto era operador financeiro da Odebrecht em contas no exterior e teve seu acordo recusado por suspeita de omissão de atos ilícitos e ocultação de recursos.

Aras deixou de fora da negociação a força-tarefa da Lava Jato de Curitiba, responsável por investigar os crimes de Tacla Duran e que conhece todo o histórico envolvendo sua primeira tentativa, frustrada, de acordo.

As conversas, porém, avançaram mais recentemente e, no início de maio, foi assinado um termo de confidencialidade para formalizar a fase preliminar das tratativas de acordo.

Fontes próximas a Tacla Duran afirmam que ele decidiu procurar Aras para uma nova tentativa de acordo por acreditar que o novo PGR não está alinhado com os procuradores da Lava Jato e, por isso, estaria disposto a ouvi-lo.

Caso o acordo se concretize, será a segunda delação de Augusto Aras desde que assumiu o comando da PGR, em setembro do ano passado. Antes, o procurador fechou acordo com o empresário Eike Batista, mas a ministra Rosa Weber não concordou com os termos e devolveu a colaboração para que fossem feitos ajustes.

Nota

Em nota, Moro afirmou que “os relatos de Rodrigo Tacla Duran sobre a suposta extorsão que teria sofrido na Operação Lava Jato, com envolvimento de um amigo pessoal, Carlos Zucolotto Júnior, já foram investigados na Procuradoria-Geral da República e foram arquivados em 27/09/2018, com parecer do então Vice-Procurador-Geral da República”, escreveu.

O ex-ministro da Justiça também afirmou que está disponível para prestar esclarecimentos sobre o fato, mas se disse perplexo e indignado que “tal investigação, baseada em relato inverídico de suposto lavador profissional de dinheiro, e que já havia sido arquivada em 2018, tenha sido retomada e a ela dado seguimento pela atual gestão da Procuradoria-Geral da República logo após a minha saída, em 22/04/2020, do Governo do Presidente Jair Bolsonaro”, continuou.

“Lamento, outrossim, que mais uma vez o nome de um amigo seja utilizado indevidamente para atacar a mim e o trabalho feito na Operação Lava Jato, uma das maiores ações anticorrupção já realizadas no Brasil”, completou.(Metrópoles)

Foto/Reprodução

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