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Sob pressão do MP e do BC, Temer afasta vices da Caixa por 15 dias

Sob pressão do MP e do BC, Temer afasta vices da Caixa por 15 dias

BRASÍLIA — O presidente Michel Temer determinou, nesta terça-feira, o afastamento por quinze dias dos quatro vice-presidentes da Caixa Econômica Federal que são alvos de investigações. Segundo nota do Palácio do Planalto, esse é o tempo que os dirigentes terão para apresentar as defesas. A determinação foi feita por Temer ao ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e ao presidente da Caixa, Gilberto Occhi.

São afetados pela decisão Deusdina dos Reis Pereira (vice-presidente de Loterias), Roberto Derziê de Sant’Ana (vice-presidente de Governo), Antonio Carlos Ferreira (vice-presidente Corporativo) e José Henrique Marques da Cruz (Clientes, Negócios e Transformação Digital). O banco tem outros oito vice-presidentes que continuam no cargo.

A decisão ocorre após o Ministério Público Federal (MPF) e o Banco Central (BC) fazerem recomendações semelhantes: o MPF pediu o afastamento de todos os vice-presidentes, enquanto o BC sugeriu a saída apenas dos investigados. Os dois órgãos não solicitaram, contudo, o prazo de 15 dias.

Nesta terça-feira, foi divulgado que, em ofício enviado a Temer, o MPF informou que ele tinha até o dia 26 de fevereiro para decidir se aceitaria a recomendação. O documento ressalta que, caso a recomendação não seja aceita e surjam novos indícios contra os executivos do banco, Temer pode ser responsabilizado na Justiça.

O Ministério Público fez a recomendação em dezembro, ressaltando a “existência de diversas figuras proeminentes na administração da CEF em casos investigados e/ou alvos de investigações”.

Pressionado pelos partidos políticos, o Palácio do Planalto ignorou a sugestão. Apenas a própria Caixa respondeu em ofício — ao qual O GLOBO teve acesso — que os executivos ficarão até o fim do mandato. A primeira página do documento enviado aos procuradores é dedicada a ressaltar a colaboração do banco com as investigações. Já na segunda página, a instituição dá a resposta ao MPF para sua principal recomendação. Diz que não existe regra na Lei das Estatais para uma retirada de toda a vice-presidência e que ela permanecerá.

Fonte: O Globo

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