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SOB ANÁLISE – RICARDO BORGES. O INJUSTIÇADO E OUTROS ASSUNTOS

SOB ANÁLISE – RICARDO BORGES. O INJUSTIÇADO E OUTROS ASSUNTOS

TÍTULO ADIADO

O Cruzeiro está cada vez mais próximo de conquistar o tri campeonato brasileiro. Ontem (10), com o Mineirão completamente lotado, venceu mais uma partida diante da sua torcida e com uma exibição digna de um campeão.

A maioria se preparava para comemorar o título, após 10 anos de espera, e só não esperava que a equipe do Atlético Paranaense vencesse o São Paulo, adiando o levantamento do troféu pela equipe mineira.

Aqui em Araxá, andando pelas ruas, percebi vários grupos de cruzeirenses comemorando o título que vai chegar antecipadamente na toca da raposa. É só aguardar mais um pouco para, enfim, poder gritar: “é campeão… é campeão…”

 

O INJUSTIÇADO

Não sou cruzeirense, mas se existir um jogador tão injustiçado por não vestir a camisa da seleção brasileira, esse jogador se chama Fábio.

Constam na convocação para os amistosos contra Honduras e Chile, nos dias 16 e 19 de novembro, em Miami (EUA) e Toronto (Canadá) os goleiros Júlio César e Victor.

O primeiro conta com a experiência, inclusive com a participação em copa do mundo, porém, está atuando num time sem expressão para o futebol (Queens Park Rangers). Já o segundo, bastou se destacar na Copa Libertadores, defendendo o Atlético Mineiro, para ser constantemente lembrado por Felipão.

Não quero criticar os dois bons goleiros, mas, por tudo que o Fábio já demonstrou ao longo dos mais de 500 jogos com a camisa celeste, merecia, no mínimo, estar entre os três goleiros que vão para a copa de 2014.

 

O CAMPEONATO DE PONTOS CORRIDOS

Quando a CBF mudou as regras do campeonato brasileiro, passando a competição nacional a ser disputada através do sistema de pontos corridos, muitos torcedores desaprovaram o novo método de pontuação.

O argumento era o de que estavam tirando as partidas que integravam as finais e com isso não existiria mais o charme de antes.

O atual modelo de disputa pode até não ser mais romântico como antigamente, mas com certeza é o mais justo. Sempre vence o melhor.

 

MUDANDO DE ASSUNTO

Em 2010, o ator Sylvester Stallone esteve no Brasil para gravar cenas do filme “Os mercenários” e fez chacota com o povo brasileiro ao declarar: “Gravar no Brasil foi bom, pois pudemos matar pessoas, explodir tudo e eles (os brasileiros) dizem obrigado”. E terminou dizendo: “Obrigado, obrigado e leve um macaco!”
Semana passada foi a vez do cantor canadense Justin Bieber se apresentar no Brasil e aprontar. O pentelho fez o que quis e voltou para seu país sem ser importunado pelas autoridades brasileiras.

No hotel em que estava hospedado, o pop star do público teen quebrou vários objetos e foi expulso do estabelecimento.

Após o episódio, alugou uma mansão localizada num condomínio de luxo, onde levou garotas que conheceu numa casa noturna erótica. Quanto à isso tudo bem, pois a vida sexual do menino pertence a ele e não nos compete julgá-lo quanto à predileção por garotas de programa.

Os problemas causados por ele, entretanto, além de causar uma péssima repercussão, registraram mais uma vez que os astros estrangeiros quando vem ao Brasil, sentem que esse país não é sério. Aqui pode tudo.

Justin Bieber pichou muros, promoveu quebradeiras, abandou o palco sem cantar todas as músicas programadas e ainda disse: “os fãs brasileiros são os piores do mundo”.

Eles são culpados? Culpados são os brasileiros que, apesar de tudo, ainda batem palmas para esses sujeitos. Lamentável.

 

Sobre o autor: Ricardo Borges é advogado especialista em gestão pública.

 

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