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SENADO APROVA PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO DE TEMER NA ÚLTIMA VOTAÇÃO DO ANO

SENADO APROVA PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO DE TEMER NA ÚLTIMA VOTAÇÃO DO ANO

De autoria do senador Álvaro Dias (PSDB-PR), o pedido de investigação foi aprovado por voto simbólico. Apesar de ser comum que os senadores aprovem este tipo de requerimento, Renan poderia não ter colocado o texto em votação.

Os decretos questionados somaram R$ 10,8 bilhões. Eles são semelhantes aos assinados pela presidente Dilma Rousseff e embasam o pedido de impeachment contra ela.

Renan colocou o pedido em votação sem mencionar o seu conteúdo e sobre quem se tratava. Esta foi a última votação do ano realizada no Senado. Após o resultado, o presidente do Senado encerrou os trabalhos legislativos e fez um longo balanço sobre os trabalhos da Casa.

Questionado sobre o motivo de não ter explicado o teor do documento, o peemedebista afirmou que não queria “personalizar” a votação. “Há uma prática de que todos são aprovados. [Não mencionei] porque, aí, as pessoas pensariam que estava personalizando o problema e minha característica é exatamente contrária”, disse.

Este é mais um capítulo na briga entre Temer e Renan, que começou quando o presidente do Senado acusou o vice de atuar para barrar filiações temporárias com o objetivo de frear a articulação alimentada pelo Planalto para favorecer o retorno de Picciani à liderança da legenda.

Após ter sido acusado de ter se preocupado apenas com o “RH” do PMDB ao ter coordenado a articulação política do governo, Temer respondeu a Renan, dizendo que o partido não tem dono “nem coronéis”.

Em uma espécie de tréplica ao correligionário, Renan fez chegar a um grande número de senadores na noite desta quarta (16) que cogitou escrever uma nota de resposta com duas provocações.

Ele contou aos colegas que escreveria que o vice trocou de emprego, deixando a carreira política para virar carteiro, em alusão à carta enviada por Temer à Dilma com reclamações sobre a relação entre os dois e chamaria Temer de “mordomo de filme de terror”.

A expressão foi cunhada em 1999 por Antonio Carlos Magalhães, que, em um embate com o hoje vice-presidente, disse que ele não o impressionava com “sua pose de mordomo de filme de terror”.

A reação de Renan às movimentações de Temer teve a chancela da bancada do PMDB no Senado, que viu na aproximação do vice com o grupo pró-impeachment do partido na Câmara a criação de uma cizânia interna por causa de uma disputa de poder. Peemedebistas vêem nas ações de Temer uma clara intenção de herdar a Presidência da República caso o impeachment de Dilma se confirme.

 

Fonte: Pensa Brasil

 

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