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Por que indivíduos obesos não conseguem controlar sua fome?

Por que indivíduos obesos não conseguem controlar sua fome?

A influência dos hormônios na nossa alimentação é inquestionável. Em jejum ou após alguma refeição, nosso corpo produz uma cascata de reações que irão influenciar diretamente no nosso metabolismo.

Para começar, vamos entender resumidamente o jejum. Considera-se jejum a ausência da ingestão de alimentos por um período mínimo de 6 horas. Quando estamos em jejum, seja durante uma noite de sono, seja para a realização de um exame, nosso corpo inicialmente libera o hormônio glucagon que estimula o fígado a liberar o estoque de glicogênio que temos para disponibilizar glicose. Este estoque consegue fornecer a energia necessária que precisamos até a próxima refeição. Existe também o jejum prolongado que ocorre em situações específicas, principalmente em pacientes hospitalizados.

Depois que nos alimentamos, a glicemia aumenta e estimula o hormônio insulina, antagônico ao glucagon que tem a função de se ligar aos receptores da membrana plasmática para que a glicose entre dentro da célula. A insulina tem papel importante para promover a saciedade, regular a leptina e inibir a secreção de GLP 1 (Glucagon-like-peptide). Este último hormônio é responsável por aumentar o esvaziamento gástrico. Já a leptina é um hormônio secretado pelos adipócitos (células gordurosas) depois que nos alimentamos, ela “avisa” ao cérebro que já estamos saciados e que podemos parar de comer.

No indivíduo obeso, pelo excesso de células adiposas, há uma enorme secreção de leptina, porém existe um defeito na ação desse hormônio. Frequentemente esses indivíduos apresentam resistência aos efeitos da leptina, o que poderia levar a um reajuste no efeito de inibição do apetite, ou seja, a leptina não consegue “enviar” o recado ao cérebro para dizer: “pode parar de comer”.

lém disso, existe outro hormônio chamado Neuropeptídeo Y, o qual é secretado pelas células intestinais, e tem função de estimular o apetite. Ele é inibido pela leptina, porém uma vez que indivíduos obesos apresentam uma resistência à leptina, o neuropeptídeo Y continua ativo, fazendo com que a sensação de fome permaneça. Isso faz com que esses pacientes não se sintam saciados e o exagero no consumo alimentar se torna contínuo.

Nesse sentido, esses pacientes devem procurar um médico para que uma intervenção adequada e um encaminhamento para uma equipe multiprofissional sejam feitos, de forma que todas as necessidades do paciente sejam atendidas. É de extrema importância um acompanhamento nutricional feito por um especialista.

Algumas orientações para o auxílio no tratamento nutricional são: mastigar bem os alimentos, comer de 3 em 3 horas, evitar ficar “beliscando” entre as refeições, ingerir pelo menos 3 porções de frutas ao dia e 4 porções de hortaliças, ingerir bastante água, dar preferência às carnes magras e alimentos menos gordurosos.

É importante salientar que não são recomendadas dietas restritivas para uma perda de peso rápida. Para mais informações, procure seu nutricionista, ele é o único capacitado para orientação nutricional adequada a você.

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