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Justiça não é ‘vingança’, diz Marina Silva ao defender Lava – Jato

Justiça não é ‘vingança’, diz Marina Silva ao defender Lava – Jato

A ex-senadora Marina Silva, pré-candidata à Presidência pelo partido Rede Sustentabilidade, disse hoje, em Belo Horizonte, que os “partidos tradicionais de esquerda e de direita” estão unidos para acabar com a Operação Lava-Jato. “PT e PSDB, que nunca estão unidos, se uniram nesse propósito. Tanto que juntos apresentaram a ‘lei do abuso da autorida

Em Belo Horizonte, ela apontou que, passado o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “é fundamental que se tenha andamento os demais processos, como é o caso do senador Aécio Neves”. A ex-senadora disse que “mais de 200 deputados e senadores estão envolvidos e precisam ser investigados, e sempre com o princípio de que justiça não é reparação”. Marina Silva defendeu a impugnação da candidatura de Lula caso sejam indeferidos os recursos do pré-candidato do PT ao julgamento que manteve sua condenação em segunda instância. “Não apenas a este, mas a qualquer outro julgamento, defendemos os princípios da Ficha Limpa”, disse. Nesta semana, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) confirmou a condenação de Lula na ação penal envolvendo um tríplex no Guarujá (SP) e aumentou a pena do ex-presidente para 12 anos e um mês de prisão.

Marina Silva participou do lançamento da pré-candidatura do ex-deputado João Batista dos Mares Guia ao governo de Minas Gerais. João Batista é irmão de Walfrido dos Mares Guia, acusado de participar de esquema de desvio de dinheiro público em 1998 para a campanha de Eduardo Azeredo (PSDB-MG) ao governo de Minas, conhecido como ‘mensalão tucano’.

A ação contra Walfrido foi extinta por prescrição. Um dia antes, a ex-senadora defendeu-se das críticas de seus adversários de que suas posições políticas seriam pouco claras. “Esta é uma percepção autoritária. Os partidos tradicionais de direita e de esquerda não defendem a Lava-Jato, e eu defendo a Lava-Jato. Defendem o foro privilegiado, e eu defendo a Lava-Jato. Defendem o foro privilegiado, e eu sou contra. Tentaram aprovar a anistia para o caixa dois, e eu fui contra. Isso é ter uma posição diferente ou não ter posição?”, questionou.

Previdência Marina também se mostrou favorável à reforma da Previdência, mas questionou a legitimidade do presidente Michel Temer para empreendê-la. “Sou a favor (da reforma da Previdência), mas desde que não venha a prejudicar os mais frágeis. Que se combata os privilégios e que se faça uma atualização para encontrar um caminho para o problema grave do déficit da Previdência. Mas Temer não tem credibilidade, popularidade ou legitimidade. Ele não está mandatado para fazer, porque nem ele, nem Dilma, colocaram isso em seu programa de governo”, afirmou.

Fonte: Valor

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