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DENÚNCIA: MEC SONEGA DADOS DO ENEM E OCULTA DESEMPENHO DE INSTITUTOS FEDERAIS

DENÚNCIA: MEC SONEGA DADOS DO ENEM E OCULTA DESEMPENHO DE INSTITUTOS FEDERAIS

Os ex-ministros da Educação Fernando Haddad e Aloizio Mercadante destacam nova sonegação de dados por parte do Ministério da Educação (MEC) do governo Michel Temer ao ocultar o desempenho dos Institutos Federais do resultado do Enem.

Nos dados divulgados em 2016, referentes ao Enem de 2015, o Inep, órgão responsável pelo Enem, calculou o resultados das escolas sem contabilizar o desempenho dos institutos federais de educação profissional, científica e tecnológica. Acabou admitindo o equívoco e incluindo os IF´s na lista. Neste ano, eles voltaram a ser excluídos.

“MEC sonega dados do Enem dos Institutos Federais pelo segundo ano consecutivo. Propósito de sucatear a rede federal de universidades e institutos é cada vez mais evidente. Só não vê quem não quer”, postou no Twitter Fernando Haddad, que foi ministro da Educação entre 2005 e 2012.

Aloizio Mercadante, que comandou a pasta entre 2015 e 2016, lembrou que, “no ano passado, já havia denunciado a evidente tentativa do Ministério da Educação do golpe de tentar ocultar o êxito que os institutos federais de ciência e tecnologia apresentam em todos os exames que participam”.

“No Pisa de 2015, exame internacional que avalia a qualidade da educação entre 70 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a rede de institutos federais obteve 528 pontos em leitura, ficando em 2º lugar, 517 pontos em ciências, ficando em 11º lugar e 488 pontos em matemática, ficando em 30º lugar: o melhor resultado da América Latina”, destacou Mercadante.

“Novamente, o desempenho dos institutos federais no Enem é ocultado pela equipe golpista do Ministério da Educação, que se silencia frente aos ataques arbitrários às nossas universidades e ao relatório do Banco Mundial, que sugere a privatização da educação superior, o fim da educação pública gratuita e cortes orçamentários no ensino médio. É evidente que todo esse processo decorre de um ajuste fiscal ortodoxo e permanente, em especial das imposições da emenda constitucional 95, que estabelece um teto declinante do gasto público, incluindo a educação, por vinte anos”, acrescentou o ex-ministro.

“É inaceitável que não haja transparência na gestão do MEC, um princípio fundamental da administração pública, especialmente, com uma tentativa deliberada de ocultar a extraordinária qualidade dos institutos federais de ciência e tecnologia, que já sofrem um grave arrocho orçamentário”, completou Mercadante, em nota.

 

Fonte: 247…

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