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CHAMA

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CHAMA

Esta foi uma tentativa de escrever mais um soneto inglês, que é composto também de 14 versos, mas com distribuição diferenciada em três quartetos e um dístico. Atribui-se sua criação a Shakespeare, e foi bastante cultivado pelo poeta português Luiz Vaz de Camões. Também chamado de “monostrófico”, pode apresentar, com o diz o nome, uma única estrofe de 14 versos, mas com rimas como as apresentadas a seguir:

CHAMA

 

Andando as curvas do teu corpo derrapei

e fui cair sobre o teu colo o meu olhar.

Palavras, passos de amor até ensaiei

mas todo esforço – de ti diante – vi cessar.

 

Eu bem queria te dizer quanto te quero!

e da vontade de sorver o teu sorriso

num longo beijo de amor que há tanto espero

e – montes, vales – desnudar teu paraíso.

 

Mas em teus braços temo e tremo, e nada falo.

E finjo nada ser a dor que o peito inflama.

Ah, quem me dera sentires o amor – que calo!

e nossos corpos queimarem na mesma chama!

 

E te amando sigo pareando nostalgia

fogo paixão amor e dor e poesia.

* Lucas Carneiro, Poetinha, é escritor, poeta e cordelista. Pós-graduando em Linguística, é professor de Língua Portuguesa e de Língua Espanhola. Nascido em Boa Viagem, Ceará, escolheu como sua segunda casa a cidade de Araxá, hoje sua casa fora de casa. Apresenta acima um de seus sonetos, que estará no seu livro de SONETOS, a ser publicado em breve.

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